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21/03/2018

Peter Blegvad



Fernando Magalhães
04.03.2002 140232  

Antes de me "lançar" na "polémica" que parece estar a esboçar-se, sobre a relevância de grande parte de concertos da nova eletrónica...

...não posso deixar de recomendar a audição de "The Naked Shakespeare", de Peter Blegvad (1983, ed. Virgin), que voltei a ouvir hoje de manhã.

Um álbum POP clássico que comprova a importância de P. Blegvad, como compositor e letrista.
A produção é de Andy Partridge, dos XTC, que também participa em várias faixas do disco (Familycat, suspeito que deverás gostar bastante, partindo do princípio que ainda não o ouviste...).

Entre uma pop excêntrica e momentos de puro surrealismo freudiano ("Irma"), o destaque vai para uma das grandes canções dos anos 80: "Powers in the air", um falso-blues eletrónico com uma das linhas de sintetizador mais discretas mas eficazes que alguma vez ouvi.

Volto a aconselhar a audição urgente de "Jodoji Brightness", do saxofonista Peter Apfelbaum com os Hieroglyphics Ensemble. O swing do tema "The hand that signed the paper" é assombroso. Para quem gosta de Lounge Lizards, Jazz Passengers, Ken Vandermark, etc, é imperdível!

FM
de partida para o almoço

02/03/2018

Para hoje (aavv)


Fernando Magalhães
21.01.2002 180601

AKSAK MABOUL - Un Peu De L'Ame Des Bandits - 9/10
CAN - Future Days - 10/10
ANTHONY MOORE - Flying Doesn't Help - 10/10

O Anthony Moore tornou-se conhecido com os SLAPP HAPPY, ao lado de Dagmar Krause e Peter Blegvad.
Os Slapp Happy foram (ou são, já que gravaram recentemente um álbum novo, "Ça Va") uma banda especialíssima do final dos anos 70, responsável por uma pop excêntrica e surrealista, em que são patentes os notáveis dotes de composição quer da parte de Moore, quer de Blegvad.
"Slapp Happy", gravado com músicos dos FAUST (!) é um clássico. Apesar dos músicos envolvidos, o álbum está longe de ser experimental, ou pouco acessível, antes pelo contrário.

Mas o reverso da medalha viria a acontecer com a junção dos SLAPP HAPPY com o coletivo de free rock britânico HENRY COW, da qual resultaria duas obras-primas: "Desperate Straights" (que existe em CD precisamente numa versão 2+1, acoplado a "Slapp Happy"!...) e "In Praise of Learning".

O 1º é dos discos mais melancólicos e europeus que alguma vez ouvi. Imagina Marguerite Duras em música! Ou um Apocalipse lento, numa tarde chuvosa de Outono, numa Londres desolada...
O 2º, mais Henrycowiano, é mais jazz e impenetrável. Os HENRY COW tinham um pé no rock, outro no jazz, outro na música contemporânea, outro na música de câmara, outro em Dada...Ou seja, tinham 5 pés
:D

Um complemento perfeito para "Flying Doesn't Help" (o álbum seguinte, "World Service" também vale a pena) é "The Naked Shakespeare", de PETER BLEGVAD. Pop inteligente, mesclada de fantasia e excentricidade. E poemas fantásticos! Alguns dos temas são mesmo viciantes.

FM

02/08/2016

Peter Blegvad - King Strut & Other Stories

Pop Rock
3 de Outubro 1990

PETER BLEGVAD
King Strut & Other stories
LP e CD, Silverstone, distri. BMG


Tem a aura de excêntrico e um currículo extenso e de prestígio. A fama, essa ainda não chegou, embora há muito a mereça. O homem, imagine-se, já trabalhou com sumidades do jazz (ou músicas afins), tais como Andrew Cyrille, Carla Bley, Michael Mantler e John Zorn. Passou pelos grupos lendários dos anos 70, Faust e Henry Cow. Formou os inclassificáveis Slapp Happy, ao lado de Anthony Moore e da então ilustre desconhecida Dagmar Krause. Victoria Williams e os Golden Palominos não dispensam os seus serviços. Da sua discografia a solo constam as obras-primas “The Naked Shakespeare” e “Downtime” (na companhia de músicos dos Pere Ubu). Menos bons mas não menos interessantes são “Knights like these” e “Smell of a Friend” (integrado no coletivo The Lodge. Agora decidiu-se por algumas cedências (no seu caso sempre relativas) ao gosto e a um estilo de produção mais convencionais. Operação que não envolve grandes riscos se se é possuidor do trunfo que mais vale neste jogo: a capacidade para compor ótimas canções, independentemente dos arranjos e produção com que as quiserem adornar. Tendo em conta “King Strut”, de Peter Blegvad quase se poderia dizer que é um novo Bob Dylan, não fora a tendência bizarra de que dá mostras ao misturar nas suas canções temas como o amor, a solidão, galinhas ou camisas e pentes. Canções que alternam baladas “dylanescas” como “Gold” (excelente a prestação na “pedal steel guitar” de B. J. Cole), “On Obsession” e “Shirt & Comb”, a que não faltam um semelhante rasgar da guitarra acústica e a harmónica da praxe, com temas mais complexos como “King Strut” (em duas versões), “Not Weak Enough” (repescado de “Downtime”, aqui com nova mistura) ou “Chicken” (incursão nos domínios cabaréticos, caros a Tom Waits, com o trompete de Guy Barker a dar o conveniente tom etílico). Peter Blegvad tem coisas para dizer, algumas importantes e compreensíveis, outras absurdas e irrisórias. O modo como as diz é que é sempre original – o interesse do objeto depende da perspectiva com que é encarado. Acompanham-no neste incursão pela região demarcada dos “songwriters” de qualidade alguns músicos de calibre: Syd Straw e Anton Fier (dos Golden Palominos), Chris Stamey (ex DB), B. J. Cole, Larry Saltzman, Danny Thompson e Andy Partridge (XTC). Para Peter Blegvad chegou a hora das grandes decisões: génio obscuro e incompreendido ou génio na mesma, só que mais acessível na pose e no discurso. ***

19/11/2008

Peter Blegvad & John Greaves

Pop Rock

5 de Julho de 1995
álbuns poprock
curtas

PETER BLEGVAD & JOHN GREAVES
Unearthed
Sub-Rosa, distri. Megamúsica

Textos de Peter Blegvad, excêntricos à boa maneira britânica, declamados pelo próprio, com a ajuda do seu antigo companheiro nos Slapp Happy e Henry Cow, John Greaves. Quem estiver a pensar na anterior colaboração da dupla, o magnífico “Kew. Rhone”, pode tirar os cavalinhos da chuva. É tudo falado, sobre um fundo sonoro que acompanha a estranheza das palavras. Pelo meio, uma canção, “The only song”, pois claro, a meio caminho entre os Beatles e os Faust. (6)