Mostrar mensagens com a etiqueta Popol Vuh. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Popol Vuh. Mostrar todas as mensagens

02/03/2018

les inrockuptibles destaca quinze alemães (Vítor Junqueira)


Vítor Junqueira
25.01.2002 121244

A revista francesa destacou nesta última edição quinze grupos alemães. A saber:

•AMON DÜÜL
[FM, eles chamam a atenção para a primeira encarnação dos Amon Düül, embora depois tb refiram o Phallus Dei e o Yeti, dos AD II]

•ASH RA TEMPEL

•CAN

•CLUSTER

•D.A.F.
[Tenho lá um álbum deles, mas não lhe atribuo, hoje, grande piada... queria era ter o que tem o "Dance The Mussolini"]

•EINSTÜRZENDE NEUBAUTEN

•FAUST

•HARMONIA
[Caramba... destes gajos é que tenho de arranjar coisas...]

•KRAFTWERK

•LA DÜSSELDORF

•NEU!

•POPOL VUH

•TANGERINE DREAM

•XHOL CARAVAN
[estes não conhecia... free jazz? rock cósmico?]

•YATHA SIDHRA


Fernando Magalhães
25.01.2002 160440
Chamaste? :)

•AMON DÜÜL
Mas os Amon Duul I são uma freakalhada infernal. Os tipos não sabiam tocar, passavam o tempo a charrar a tocar bongos e a fornicar indiscriminadamente e os álbuns refletem tudo isto. Claro, há quem ache o som muito "free" e anarca e tudo isso mas eu passo. Apenas tenho um álbum deles.

•ASH RA TEMPEL - a banda de space rock alemã por excelência, com o guitarrista e sintetista MANUEL GOTTSCHING aos comandos. Gravaram com o próprio Timothy Leary ("Seven-Up"), as suas desbundas de ácido + gravação de discos em simultâneo fizeram história em Berlim, na primeira metade dos anos 70.
Ainda mais "out" eram as sessões com os COSMIC JOKERS, do qual faziam parte também o Klaus Schulze e o Harald Grosskopf, dos Wallenstein... Também gravaram com um místico suíço que vivia nas montanhas (sempre tudo alimentado a LSD...), chamado SERGIUS GLOWIN e com um cigano/poeta/designer de um tarot, o WALTER WEGMULLER. Álbuns clássicos (mas altamente desbundantes e desconcertantes onde se misturava tudo, rock & roll, kosmischmuzik, improvisação, spoken word...) do krautrock.

•HARMONIA
Eram os CLUSTER + o MICHAEL ROTHER, dos primeiros NEU!. Gravaram discos clássicos (10/10): "Muzik von Harmonia" e "DeLuxe". recentemente saiu "Tracks & Traces" que recupera sessões originais com o BRIAN ENO.

•LA DÜSSELDORF - motorikamotorikamotorika + ...música romântica alpina (Richard Clayderman!!!) - ou se ama ou se detesta. O 1º álbum é o melhor. O projeto - de Klaus Dinger e Thomas Dinger, os dois irmãos dos NEU!, estendeu-se pelos anos 90 com a nova designação de La! Neu?

•POPOL VUH - o grupo do pianista FLORIAN FRICKE. os primeiros álbuns, sobretudo a estreia, "Affenstunde", é eletrónica pura e bruta, um marco da música cósmica alemã. A partir daí o tipo enveredou por um misticismo de raiz egípcia/cristã (!!!), abandonou os sintetizadores e passou a tocar exclusivamente piano, de uma forma despojada mas sem dúvida de onde se desprende uma religiosidade indiscutível.
"In den Garten Pharaos", o 2' álbum ainda tem eletrónica e é um álbum também tido como clássico. A trip proporcionada por esta combinação de Moog + gongos mágicos + piano elétrico + órgão de igreja pode ser perigosa. Dos álbuns místicos há muito por onde escolher mas são um bocado um "acquired taste". "Hosianna Mantra" pode soar sublime...

•XHOL CARAVAN
Desbunda jazz etno-cósmica. E psicadelismo, claro, sobretudo no primeiro álbum.

•YATHA SIDHRA - Gravaram apenas "A Meditation Mass", um dos álbuns mais planantes e Zen do krautrock. É uma longa suite em movimentos, de amplas ondas cósmicas, nem sempre muito bem tocado mas com uma aura única. Sintetizadores o mais cósmico possível, guitarras e piano elétrico, mellotron, percussões, cânticos Ohm pedrados e vibrafone em estado de suspensão mágica.

os outros grupos são por demais conhecidos, daí não tecer sobre eles quaisquer considerações.

saudações kraut

FM

16/11/2008

Popol Vuh - City Raga

Pop Rock

29 de Março de 1995
álbuns poprock

Popol Vuh
City Raga
MILAN, DISTRI. BMG

Os Popol Vuh pertencem à primeira vaga do chamado “rock alemão”. Florian Fricke, desde sempre o seu mentor, foi pioneiro na utilização do sintetizador Moog, nos álbuns do grupo “Affenstunde” e “In Den Gärten Pharaos” – instrumento que, a partir daí, trocou pelo piano, para se dedicar a uma música de inspiração religiosa. Documentos importantes desta mudança são os álbuns “Hosianna Mantra” e “Das Hohelied Salomos”. Depois, Fricke e os Vuh tornaram-se compositores oficiais das bandas sonoras dos filmes de Werner Herzog. Estavam neste sossego quando Fricke resolveu que era altura de dar um abanão. “City Raga” “inventa” o que Fricke define como “Mystic House” mas o resultado é incaracterístico. Os sintetizadores regressam em velocidade “trance”, pela mão do novo elemento Guido Hieronymus, mas a aliança dos ritmos electrónicos “tecno house” com a voz samplada de Maya Rose (uma “hippie” residente no México admiradora de longa data dos Popol Vuh que finalmente viu satisfeito o seu desejo de colaborar com o grupo) insere-se numa fórmula estafada que os Popol Vuh não souberam subverter nem personalizar. As vozes de um coro infantil de Katmandu, aprisionadas numa batida “tecno” em “Running deep”, ficam como derradeiros vestígios de algo que se perdeu. (3)