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20/10/2014

Soft Machine - Fourth/Fifth



Y 15|JUNHO|2001
escolhas|discos

SOFT MACHINE
4th/5
Columbia, import. Lojas VC do Chiado
8|10

Como já tinha acontecido com “Six”, mais dois álbuns dos Soft Machine tiveram honras de remasterização, agora num pacote “dois-em-um” que junta “4th” e “5”, de 1971 e 1972, correspondentes à fase mais jazzística do grupo que nos anos 60 inventou o som de Canterbury. Mas “Third” afastara já para longe da sua formação os gnomos Daevid Allen e Kevin Ayers, mantendo-se apenas Robert Wyatt como último representante de uma sensibilidade pop no grupo. Wyatt apenas participa em metade de “4th”, álbum de jazz rock dominado pela “suite” “Virtually”. Composta por Hugh Hopper, e pela álgebra do órgão eletrónico de Mike “fuzz” Ratledge. Uma música simultaneamente difícil e quente que explorava terrenos paralelos aos dos Weather Report de “I Sing the Body Electric” e que no álbum seguinte, “5”, se embrenharia num esquematismo onde alguns veriam apenas frieza.

11/09/2009

Soft Machine - Virtually

Sons

6 de Março 1998
DISCOS – POP ROCK

Soft Machine
Virtually (8)
Cuneiform, distri. Ananana


Em 1968, Londres fervia na panela do psicadelismo ao lume de dois grupos seminais, os Pink Floyd e os Soft Machine. Consumada a esquizofrenia de Syd, os Floyd enveredaram pelo “space rock”. Com a saída de David Allen para os Gong e de Kevin Ayers para as praias da sua loucura particular, coube aos Soft Machine a reinvenção do “jazz” de fusão, segundo uma sensibilidade que nem pertencia à pop nem obedecia aos ditames da grande música negra. O duplo álbum “Third” (1970), que assinala esta viragem, é a obra-prima dos Softs, apresentando a formação clássica do grupo, com Mike Ratledge, Hugh Hopper, Robert Wyatt e Elton Dean. “Virtually” apresenta pela primeira vez em disco o concerto do grupo, realizado em Março de 1971 no Gondel Filmkunsttheater, em Bremen, na Alemanha, anteriormente apenas difundido via rádio. O álbum exemplifica, por um lado, a tendência, já então perceptível, entre a tendência mais melódica de Robert Wyatt e o gosto por arranjos e sequências instrumentais complexas impostos por Ratledge e Hopper e, por outro, as capacidades de improvisação do grupo. Assim, versões mais curtas de temas de “Third”, como “Slightly all the time”, “Facelift” e “Out bloody rageous”, a totalidade de “4th” (incluindo “Virtually”) e “All white” e “Pigling bland”, do volume “5”, apresentam aqui desenvolvimentos diferentes dos originais de estúdio, servidos por um som competente e uma organicidade que prova que os Soft Machine eram, nessa altura, bastante mais do que o cérebro e um matemático que um dia decidiu transformar o “jazz” num jogo de xadrez.