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22/04/2016

Stephan Micus - Towards The Wind

Y 19|JULHO|2002
roteiro|discos

STEPHAN MICUS
Towards the Wind
ECM, distri. Dargil
8|10 

Seis flamingos flamejantes sobrevoam a noite. Fogo, rocha, altitude. À semelhança da imagem da capa de “Towards the Wind”, a música de Stephan Micus desenvolve-se num jogo de contrastes com um ente da Natureza. Lentamente, estendendo ramificações, tateando os elementos e os timbres de instrumentos exóticos. “Towards the Wind” é uma raridade, na medida em que centra a atenção num instrumento de palheta, algo que não acontecia desde o já longínquo “Till the End of Time”, onde se podia ouvir um korthold medieval. Foi preciso o músico arménio Djivan Gasparyan lhe dar a conhecer e o ensinar a tocar o “duduk” para finalmente se operar a metamorfose no som que Micus tem “dentro da cabeça” e onde, diz, se cruzam “a respiração do vento, o grito dos seres humanos, o espaço do deserto, o mar e a luz pura das montanhas cobertas de neve”. A nostalgia do duduk, trazendo consigo o choro rarefeito das montanhas, eleva-se dos restantes quadros, pintado a kalimba, guitarra, shakuhachi, dondon, sattar e voz. O filme não é novo. Mas os filmes eternos não se gastam. Experimentem escutar “Birds of dawn” e voar nas asas do flamingo.

17/06/2015

keine sitar




"keine sitar" (Vítor Junqueira)

Tiago
25.09.2001 001255

Na Ananana encontrei novos discos de Hausmeister e Iso 68.

Disco trazido de lá: STEPHAN MICUS, "Desert Poems". Ainda não pude ouvir.

Saudações

Tiago


Fernando Magalhães
25.09.2001 121243

A obra do STEPHAN MICUS constitui um mundo à parte na música actual, conferindo uma conotação nobre ao termo "new age".
"Desert Poems" é magnífico, um dos melhores da sua discografia (já escrevi sobre ele, se não estou em erro-8/10).
Música acústica, espiritual, sagrada, original.

Se ficares bem impressionado, procura os mais antigos "Ocean" e "The Music of Stones", em que os instrumentos utilizados são pedras, afinadas (!), em ressonância no interior de uma catedral.

FM

24/09/2014

Stephan Micus - Desert Poems



Y 9|MARÇO|2001
escolhas|discos

STEPHAN MICUS
Desert Poem
ECM, distri. Dargil
8|10

Imperturbável, afastado das modas e tendências, Stephan Micus vem construindo na ECM uma obra ímpar que o coloca num lugar à parte da produção contemporânea. Recolhendo elementos étnicos e religiosos das tradições do Ocidente e do Oriente, a música de Micus é uma viagem de contemplação mais do que pelas geografias do globo, pelos mapas do espírito. O modalismo de múltiplas tradições orais, o transe e os rituais do Oriente árabe e asiático cruzam-se com liturgias gregas e canto gregoriano num jardim zen. Música de silêncio, júbilo e devoção, “Desert Poems” tem a serenidade do despojamento, mas também uma complexidade quase sinfónica na harmonização das dilrubas, em “Adela” e “Shen khar venakhi”. Como de costume, Micus socorre-se de uma extensa paleta de instrumentos tradicionais, multiplicados ou a solo – além da dilruba, o sarangi, dondon, doussn’gouni, kalimba, sinding, steel drums, shakuhachi, sattar e os já habituais vasos de barro.

26/05/2009

Stephan Micus - The Garden Of Mirrors

Sons

31 de Outubro 1997
POP ROCK

Stephan Micus
The Garden of Mirrors (8)
ECM, distri. Dargil


“The Garden Of Mirrors” é o 13º álbum deste músico alemão cuja obra se tem vindo a desenvolver, desde o início, na ECM. Passo a passo, de instrumento em instrumento (e, até agora, já se inventariaram 30, usados ao vivo ou em disco pelo músico), Stephan Micus tem vindo a criar uma sonoridade única, marcada pela religiosidade e pelo silêncio. Ora mais próximo do Oriente e do Zen, como em “Koan”, “Ocean” ou “Twilight Fields”, ora da mística cristã, incluindo as suas várias heterodoxias, como no recente “Athos”, sempre Micus evoluiu no sentido de uma depuração última, na procura da máxima simplicidade com um mínimo de meios. Desta feita a ênfase instrumental é posta na harpa “sinding”, do Oeste africano, continuando uma prática fundamental de Micus, de agarrar na essência de cada instrumento, servindo-o e servindo-se dele numa ascese sem fim. Em “The Garden of Mirrors”, a influência africana do tema inicial dilui-se progressivamente numa série de mantras subtis que tanto se podem manifestar no canto (faceta cada vez mais explorada por Micus) como nas respirações espirituais do “tin whistle”, do sho e do shakuachi. A cada audição percebem-se subtis ordens interiores e articulações inusitadas no modo como Stephan Micus dispõe as moléculas do seu sistema musical. Tudo conflui para a elevação e para a luz. Não é new age. Não é world music. “The Garden of Mirrors” é verdadeiramente um farol a indicar-nos a fonte de todas as músicas.