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14/07/2015

Electronic news




"Electronic news" (Fernando Magalhães)

Fernando Magalhães
04.10.2001 160402

Circuito ligado.

TARWATER, álbum novo, "Not the Wheel" (n/tenho a certeza se é este o nome...). O que ouvi, gostei. Uma banda desalinhada do pós-rock alemão, entre a pop, electrónica indefinível e dança para mentes retorcidas.

PUB: "Do you ever Regret Pantomime?" (ed. Ampoule). Aqui entramos na "Mysterions land". Electrónica ambiental, de groove subliminar, por vezes a sugerir os ISO68, outras sugada pelo imenso buraco negro dos STARS OF THE LID.

SENSE: "A View from a Vulnerable Land" (ed. Neo Ouija) - Mais de 70 minutos de papel de parede electrónico. Sons agradáveis, grooves de cristal, um balanço suave ideal como música de fundo. Muito próximos dos AROVANE.

Agora, o mais importante: Há aqui algum entusiasta pela música do francês RICHARD PINHAS e dos seu grupo HELDON?
Vem isto a propósito da minha aquisição, ontem, de um disco do Pinhas que me faltava, "Chronolyse", com três temas inspirados na obra de FC, "Dune", de Frank Herbert.
Além de uma suite de 7 partes para synth Moog manipulado ao vivo, inclui os 30m22 de "Paul Artreides", um vulcão de electrónica, baixo magmático e guitarra demoníaca.

A música de Richard Pinhas, deste álbum, como também de "Rhizosprère" ou "Iceland", cruza o "space rock" cósmico dos Tangerine Dream com a energia dos King Crimson. Pinhas é um discípulo assumido de Robert Fripp.

Quanto aos HELDON, só ouvindo, um álbum "monstruoso", de electrónica incandescente, como "Un Rêve Sans Conséquence Spécial". Free electronics, Synths analógicos soando em toda a sua glória, sequenciações de chumbo, alucinações sónicas de toda a espécie. A descobrir urgentemente.

FM

23/02/2015

Tarwater - Not The Wheel



Y 26|OUTUBRO|2001
discos|escolhas

TARWATER
Not the Wheel
Gusstaff, distri. Symbiose
7|10

Os Tarwater são alemães, mas não são alemães como os outros. Começaram por ser conotados com o pós-rock mas o pós-rock nunca alinhou por eles. O que quer dizer que fintaram sempre as expetativas e as catalogações. São diferentes, a sua eletrónica soa por vezes “fora do lugar” ainda que não se saiba bem qual é o lugar certo. No novo “Not the Wheel” tentam provar que o homem descende da rã e escrevem as notas de capa em polaco (o disco foi gravado na Polónia). Ainda que mais ordeiros do que no mapa sem rosa-dos-ventos de “Silur”, onde o tema da evolução já estava, aliás, presente, os sons de “Not the Wheel” espraiam-se pelo groove, fragmentário ou de anatomia sensual, e a computorização minimalista, experimentando pela primeira vez o classicismo de câmara e os arranjos para cordas no título-tema e em “Warszawa on the roof”, neste caso com o mesmo “The Beating of Wings” dos anjos de Andrew Poppy. Só é pena os Tarwater se tornarem uma banda vulgar nos temas vocalizados, onde soam a uma cópia descarada dos Wire.