30/09/2015

Escritos de Fernando Magalhães, Volume 2 (1992 a 1994)





Já se encontra disponível o segundo volume da coleção (quase integral) de textos de Fernando Magalhães, publicados no jornal Público em 1992, 1993 e 1994.
Pode ser comprada pelo site Lulu, pela módica quantia de 10 USD (mais portes), preço de custo por um livro com mais de 400 páginas.

Belo prefácio de Miguel Augusto Silva.

14/08/2015

Melhores 2001 pop, folk, portugueses




"Melhores 2001 pop, folk, portugueses" (Fernando Magalhães)

Fernando Magalhães
04.01.2002 160422

POP

01-MESTRE AMBRÓSIO: Terceiro Samba
02-DAT POLITICS: Sous Hit
03-TO ROCOCO ROT & I-SOUND: Music is a Hungry Ghost
04-RECHENZENTRUM: The John Peel Session
05-STEVE FISK: 999 Levels of Undo
06-DAVID THOMAS: Surf’s up
07-RESIDENTS (THE): Icky Flix
08-PANSONIC: Aaltopirii
09-BUND DEUTSCHER PROGRAMMIERER: Stoffwechsel
10-VERT: Nine Types of Ambiguity
11-KLANKRIEG: Radionik
12-OCSID: Opening Sweep
13-EINSTURZENDE NEUBAUTEN: Berlin Babylon
14-SERGEJ AUTO: Achtung Auto
15-FORT LAUDERDALE: Time is of the Essence
16-HOWIE GELB: Hisser
17-ILPO VÄISÄNEN: Asuma
18-BLECTUM FROM BLECHDOM; The Messy Jesse Fiesta
19-TORTOISE: Standards
20-STEREOLAB: Sound-Dust
21-FENNESZ: Enldless Summer
22-STEPHAN MICUS: Desert Poems
23-PETER HAMMILL: What, now?
24-MOUSE ON MARS: Idiology
25-TRANSCHAMPS: Double Exposure
26-LABRADFORD: Fixed:Context
27-ZION TRAIN: Secrets of the Animal Kingdom in Dub
28-KRISTIN HERSH: Sunny Border Blue
29-ANJA GARBAREK : Smiling & Waving
30-TARWATER: Not the Wheel
31-RADIOHEAD: Amnesiac
32-PROTEIN: Süss
33-MATMOS: A Chance to Cut is a Chance to Cure
34-DAKOTA OAK: Am Deister
35-MESSERCHUPS: Miss Libido 2000
36-PUB: Do you ever Regret Pantomime?
37-GROENLAND ORCHESTER: Nurobic
38-AIR: 10000 Hz Legend
39-PLAID: Double Figure
40-PHANTOM SLASHER: Phantom Slasher

PORTUGUESES

01-JORGE PALMA: Jorge Palma
02-KUBIK: Oblique Musique
03-ZZZZZZZZZZZZZZZZZP!: FB56
04-MOLA DUDLE: Mobília
05-MAFALDA ARNAUTH: Esta Voz que me Atravessa
06-SATURNIA: The Glitter Odd
07-FICÇÕES: Ocidental Praia

FOLK

01-BRASS MONKEY: Going & Staying
02-NORMA WATERSON: Bright Shiny Morning
03-STEVE ASHLEY: Everyday Lives
04-GHYMES: Rege (disco de 1999...)
05-DD SYNTHESIS: Swinging Macedonia
06-TRI YANN: Le Pelegrin
07-MIKVEH: Mikveh
08-MARTIN SIMPSON: The Bramble Briar
09-ARDENTIA: Ardentia
10-MOHAMAD REZA SHAJARIAN & KAYAN KALHOR: Night Silence Desert
11-KORNOG: Kornog
12-MANUEL LUNA: Romper El Baile
13-MERCEDES PÉON: Isué
14-RÉGIS GIZAVO: Samy Olombelo
15-MAKÁM & IRÉN LÓVASZ: Kolinda
16-BUSTAN ABRAHAM: Fanar
17-CRAOBH RUA: If Ida been here, Ida been there
18-KEPA JUNKERA: Máren
19-COLIN REID: Tilt
20-ARNAUD MAISONNEUVE: War Vord ar Mor

NOTA: Ainda não ouvi o "Rosa Mundi", da JUNE TABOR. Provavelmente entraria (entrará?) na lista dos melhores-

NOTA 2: Alguns dos discos nomeados nas três listas foram editados antes de 2001. Usei como critério o facto de as audições (ou respectivas edições nacionais) terem acontecido em 2001.

NOTA 3: O "Sitar" indiano não tem tradução. Nada a ver com a cítara. O que acontece, aliás, com a maioria dos instrumentos tradicionais característicos de determinadas regiões. Há centenas deles, com nomes estranhíssimos. Traduzi-los para português não faz muito sentido, até porque muitos deles não existem fora dessas regiões.

NOTA 4: Estive esta semana em férias (ainda estou!). Regresso em força na 2ª-feira.

Saudações

FM


César Laia
04.01.2002 160432

Bela lista, Fernando :)

Mas não resisto a alguns comentários gerais :D

Pelo que escreveste ao longo do ano, não contava com Tortoise no Top 20, e contava com Matmos no Top 10. Houve para aí mudanças de opinião, não?

Ainda não ouvi Mestre Ambrósio! :(

Mas ouvi Mercedes Peon, e fiquei bastante desapontado...

O disco da June Tabor era capaz de entrar o meu Top 30, se tivesse ouvido mais cedo. Numa lista folk, terá o seu lugar assegurado :)

Li a tua critica ao "Berlim Babilon" e escusado será dizer que logo que posso, compro! :)

Bom resto de férias! :)

César


Fernando Magalhães
04.01.2002 160446

Convém esclarecer que houve uma série de discos que, na altura critiquei com nota "8" (caso dos Matmos) e que, na presente lista, foram "ultrapassados" por outros que, na altura, tiveram nota "7" (caso dos Tortoise).
Tal disparidade deve-se, essencialmente, a posteriores audições que alteraram, para cima ou para baixo, as respectivas classificações. Mas são poucos os casos em que isso aconteceu e, de resto, entre um "7" e um "8", por vezes a diferença de "qualidade real" é mínima...

O disco da Mercedes Péon vale pela força e originalidade com que apresenta a folk da Galiza (o oposto dos ultratradicionais ARDENTIA...).

JUNE TABOR: GRRRRRRRRRRR...estou à espera que o disco me chegue da distribuidora (à borla, claro...) e os tipos ainda não o têm! Devia mas era tê-lo comprado na FNAC quando o vi lá, já para aí há uns 10 dias! Só que agora, depois do Natal, os $$$$$$, percebes... :)

FM


mp
04.01.2002 170557

"Esta Coisa da Alma" é o álbum anterior do Camané e o "Lupa" é de 2000.

Os Zês e os Pês não estão ao contrário :)


Fernando Magalhães
04.01.2002 180640
Ops. Tens toda a razão!

Quanto ao álbum da Mafalda Arnauth, trata-se, como é óbvio, de "Esta Voz que me Atravessa"!

E o Godinho, vou ter então que tirar...

FM


Mário Z.
04.01.2002 170501

Nas disparidades anotei sobretudo duas: a grande descida dos por ti muito celebrados Phantom Slasher; a colocação de Vert em 10º lugar... Gostei desta última, porque é um disco com muito para descobrir, em sucessivas audições, e porque tenho a impressão (estarei certo?) de que a maioria dos foruenses não terá ouvido o disco...


Saudações

Mário


Fernando Magalhães
04.01.2002 180648

O álbum dos (do...) VERT é, de facto, um álbum para ir assimilando e descobrir aos poucos, o mesmo acontecendo, de resto, com o dos BUND DEUTSCH PROGRAMMIERER.

Quanto a Phantom Slasher, acontece precisamente o contrário. É um daqueles discos despretensiosos cujo prazer de audição tem muito a ver com o momento e a disposição do auditor.

Não me choca nada ouvir a June Tabor cantar em alemão e francês. :) A SHIRLEY COLLINS, por ex., tem temas cantados em francês que são uma delícia.

saudações (às listas):)

FM

Andrei Samsonov




"Andrei Samsonov" (Fernando Magalhães)

Fernando Magalhães
26.12.2001 150324

Então esse natal? :)

Eu, entre uma garfada de perú e mais um pedido de esclarecimento do meu filho sobre o FIFA 2002, ainda arranjei tempo para a descoberta de um fenomenal álbum de electrónica, obtido via "o vendedor":

"Void in", do russo ANDREI SAMSONOV. Álbum, se não estou em erro, de 1999, gravado na série "Parallel" da Mute.

Arquitecturas complexas. Grutas e palácios. Analog e digital em harmonia. Vozes estranhas ecoando nas entranhas de vulcões sónicos. Ciclos, loops, orquestras, murmúrios, grandes pesos, voos etéreos de uma música com óbvios parentescos com a electrónica contemporãnea da INA.GRM. Um grande álbum em que o prazer da manipulação do som (os timbres, contrastes e domínio do tempo são fabulosos) corresponde a uma experiência auditiva sem paralelo (experimentem ouvir, como eu fiz, através das colunas e dos auscultadores - regulados com o volume baixo, de maneira a captar apenas certas frequências mais agudas — em simultâneo!).

FM

Ainda O Senhor dos Anéis




"Ainda O Senhor dos Anéis" (Fernando Magalhães)

Fernando Magalhães
26.12.2001 150350

Já vi o filme três vezes (sessão para a imprensa, ante-estreia e sessão com a família):

Não é, concordo, um grande filme, longe disso. Valerá, na minha opinião, um 7/10.
Agora, estão de facto espantosos os cenários e as personagens. Como fanático da trilogia (que li, até á data, duas vezes) achei impressionante a forma como o Peter Jackson consegiui transpor para o filme as paisagens, locais e personagens do livro. Moria, Rivendell, Lothlórien, a fabulosa composição dramática de Ian McKellen/Gandalf, parecem ter saído directamente da imagiação do leitor (pelo menos, da minha...) para o ecrã.
A partir de agora, sempre que voltarmos a ler "Lord of the Rings", é provável que Frodo, Gimli, Legolas, Sam Gamgee, etc, passem a aparecer na nossa cabeça com os rosto do filme.

Agora, o que filme não tem, nem poderia ter, é toda a fabulosa riqueza de pormenores do livro, já para não falar no próprio e inconfundível estilo literário de Tolkien (o humor, a ironia, a ternura...).
O episódio de Tom Bombadil foi obliterado (percebe-se porquê. Não tem propriamente acção, sendo antes uma das muitas efabulações filosóficas que estão espalhadas por "LOR") mas a perda maior do livro para o filme, será a inexistência (no filme) da dimensão "tempo", da "distãncia".

"LOR" tem um tempo (ou tempos...) próprio. A narrativa não é nunca linear. Depois, há as narrativas secundárias, que tanto podem ser a descrição de uma típica refeição hobbitiana, como uma anedota ou um cântico élfico. Mundos dentro de mundos.

E o segredo maior da escrita de Tolkien: A forma como consegue transmitir com uma intensidade quase sobrenatural, os sentimentos humanos (e não só...). Um épico, no sentido mais nobre do termo.

Peter Jackson, esse, fez o que pôde, e até não se saiu nada mal da tarefa...

saudações

FM

E.NEUBATEN 'Babylon Berlin'




"E.NEUBATEN 'Babylon Berlin'" (Fernando Magalhães)

Fernando Magalhães
20.12.2001 160410

"Babylon Berlin", nova BSO assinada pelos Einstürzende Neubauten é um digno sucessor de "Silence is Sexy". Ao contrário do que acontece com grande parte das bandas sonoras, a música de "Babylon Berlin" é auto-suficiente. Electrónica, batidas de metal, e uma grande canção a fechar o disco. Por vezes, os ambientes lembram os de "Halber Mensch".

FM

Barry 7's Connectors




"Barry 7's Connectors" (Fernando Magalhães)

Fernando Magalhães
17.12.2001 150341

Barry 7's Connectors
Barry 7, dos Add N to (x), acabou de editar um CD muito curioso, "Barry 7's Connectors": uma selecção, da sua responsabilidade, de 21 temas raros extraídos de arquivos de várias proveniências (três, não me recordo agora quais), dos anos 60 e 70. "Incidental music", portanto, montada numa sequência interessantíssima que mistura easy listening futurista (Moogs e theremins a dar com um pau...), lounge atípico, música de filmes, pastisches de krautrock e mesmo algum experimentalismo electrónico (Raymond Scott a espreitar no horizonte...).

O disco faz parte da mesma série que recentemente teve em LUKE VIBERT idênticas funções, de seleccionador de material de arquivo.
 
FM