pop rock >> quarta-feira, 31.03.1993
WORLD
Quiet Days
CD Temple, distri. MC – Mundo da Canção
Fase calma, a que os Battlefield Band
atravessam de momento. De calma e de uma certa falta de inspiração. Começa a
tornar-se evidente que a banda não é a mesma desde a saída de Brian McNeill,
como de resto já era visível no álbum anterior, “New Spring”. É que se o
espírito de celebração permanece, até porque o grupo carrega sobre os ombros a
responsabilidade de se ter tornado numa instituição da música escocesa, a
vivacidade e o entusiasmo perderam-se um pouco com a saída daquele músico. A
falta faz-se sentir sobretudo ao nível das vocalizações, que em McNeill
chegavam a atingir uma dimensão épica e na atual formação não encontraram
substitutos à altura, soando os novos desempenhos, por comparação, quase
vulgares. Não fariam mal os Battlefield em procurar um vocalista à altura, até
porque instrumentalmente, embora se possa sentir a ausência da versatilidade
das cordas e do violino de McNeill ou da subtileza das “pipes” de Dougie
Pincock, a banda continua em forma. Na tradição dos bons gaiteiros que passaram
pelo “campo de batalha”, Iain McDonald assina as melhores prestações de “Quiet
Days”, no “medley” de abertura ou dois “tours de force” finais de “Col. MacLean
of Ardgour/Pipe Major Jimmy MacGregor/Rocking the baby” e “Now will I ever be
simple again?”, passando pelo magnífico diálogo em uníssono com o violino de
John McCusker, em “The ass in the graveyard”. (7)

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