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02/03/2018

Subotnick, Tony Conrad, Vangelis, Redolfi...



Fernando Magalhães
22.01.2002 200818

Por uma questão de comodidade, aqui vão algumas notas a comentários de vários forenses:

"Outside the Dream Syndicate" (e não "Beyond") é um disco de TONY CONRAD (discípulo de LaMonte Young), e não Terry Riley, com os FAUST.
É considerado um clássico do que eu chamo "minimalismo do martelo"
:) Já vi o sr. Conrad ao vivo, recentemente, em Serralves, é um verdadeiro cromo!
A audição de "Outside the Dream Syndicate" (TC gravou, já nos anos 90, várias "sequelas" desta obra...pitagórica) pode ser massacrante, da mesma forma que é massacrante o "Metal Machine Music" do Lou Reed.
No caso é um massacre de violino mal tocado (ainda pior do que outro ex.colaborador e LMYoung, John cale, de quem Conrad é, aliás, amigo) acompanhado pela secção rock ultra-repetitiva dos Faust! Mas provoca os seus efeitos...

Do MORTON SUBOTNIK vendi, desgraçadamente, há anos (na esperança, vã, de que o CD seria rapidamente editado...) um álbum intitulado "Return of the Comet" (creio que era este o título...).
Mas o clássico dele é mesmo "Silver Apples of the Moon" (onde é que pensam que os SILVER APPLES se inspiraram para o nome?) que tenciono adquirir em breve na Ananana.

O "Beaubourg", do VANGELIS, é, de facto, um dos meus preferidos deste compositor grego capaz do melhor e do pior.
Também gosto - bastante mesmo - do "China" e acho piada à pomposidade (apesar de tudo bem conseguida) de "Heaven and Hell", com a voz belíssima da soprano lírico Vera Veroutis.

MICHEL REDOLFI: Esse espetáculo subaquático já foi montado em Portugal.
Eu vi outro concerto multimédia dele, na Estufa Fria, com o percussionista (e multinstrumentista...) STEVE SHEHAN, outro compositor a merecer referência (tenho 4 ou 5 CDs dele belíssimos, começando pela estreia na Made to Measure, "Arrows")

saudações

FM

06/08/2015

Pergunta




"Pergunta" (António Guterres)

Fernando Magalhães
29.11.2001 170549

quote:

Publicado originalmente por António Guterres
Alguém aqui curte Vangelis?


A personagem é...digamos...untuosa. Mas...

Não há dúvida de que este grego conta com alguns bons álbuns no meio da sua extensa discografia. Que devem ser ouvidos sem preconceitos.

"Heaven & Hell", a estreia, alterna momentos bombásticos com promenores belíssimos, como o canto da soprano lírico Vera Veroutis. (7,5/10)

"Beaubourg" (7,5/10) e "China" (8/10) são ambos muito bons. Electrónica "cheia", sem concessões. Sobretudo "China" consegue transportar-nos de facto para um Oriente virtual, sem cair nas lamechices new age.

"Ignacio", mais conotado com a música grega, conta com bastantes admiradores. Álbum lírico, introspectivo, sobretudo um dos lados do LP. Já há bastante tempo que não ouço este disco. Sem classificação, portanto.

Depois, não esquecer que gravou "Invisible Connections" (8/10) para a conceituada editora Deutsch Gramophone. Um álbum de electrónica experimental, abstracta, concretista...

"Hypothesis" (7/10) é um álbum de jazz! Quando o ouvi pela primeira vez não acreditei que fosse um disco de Vangelis!!!

"See you Later" (7/10) explora, numa área mais pop, o universo da FC. Canções e ambientes que evocam paisagens do pós-holocausto.

O resto, que devem ser para aí mais uns 40 álbuns, é, na maioria, para esquecer...

FM

25/06/2015

Últimas aquisições e perguntas


"Últimas aquisições e perguntas" (Fernando Magalhães)

Fernando Magalhães
28.09.2001 121212

Comecemos pelas perguntas:

Para o Vítor Junqueira:
1) Me levas amanhã os álbuns do Boucq para o Baleal?
2) Porque raio a escrever andas os pronomes reflexos antes dos verbos e trocas outras do género? Novo estilo? :)

Para o João Gonçalves:
1) O que é que andas aqui a fazer no forum?

Para o César Laia:
1) Amanhã me devolver CD? Eu também te devolver CD.

Quanto ás aquisições, delas muitas sem audição ainda:

LAURIE ANDERSON: Life on a String - 7,5/10 - Demasiados arranjos p/cordas para o gosto meu, mas lá se safa, como de costume...
SUZANNE VEGA: Songs of... (novo) - ainda não ouvi rigorosamente nada.
MARIANNE FAITHFULL: Colectânea nova c/temas que remontam ao clássico de M. Jagger, "As tears go by"
THE RESIDENTS: Icky Flix - 8,5/10 (crítica hoje no Y)
FORT LAUDERDALE: Time is of the Essence - 7,5/10 (crítica hoje no Y)

antigos:

CHICKEN SHACK (banda inglesa dos anos 60/70, de bluesrock): O.K. Ken? - 6/10
STEVE HOWE (guitarrista dos YES): Beginnings - 7/10
VANGELIS: Beaubourg.
Ando a redescobrir a música deste senhor que, nos últimos anos, se tornou num dos mais balofos e pomposos músicos de sempre. A discografia dos anos 70 coisas excelentes tem. "China", por exemplo, um disco magnífico é. Este "Beaubourg" me parece igualmente bom. E não esqueçamos que o grego um álbum tem de electrónica experimental/música concreta, na conceituada editora Deutsch Grammophon, "Invisible Connections".

saudações

FM

03/10/2008

Jon & Vangelis - Page Of Life + Steve Howe - Turbulence

Pop Rock

2 OUTUBRO 1991

Jon & Vangelis
Page of Life **
LP/CD/MC, Arista, distri. BMG
Steve Howe
Turbulence ***
LP/CD/MC, Relativity, distri. Sony Music

Quarto álbum da dupla, após “Short Stories”, “The Friends of Mr. Cairo” e “Private Collection”, “Page of Life” não difere em nada dos seus antecessores, sendo mais uma apologia da “nova idade” que teima em não chegar. Para o vocalista dos Yes não há mal no mundo que não se cure com uns exercícios de ioga ou num “om” entoado com convicção. Tudo se resume a levitar um pouco ou a cantar as virtudes da sabedoria e da alimentação macrobiótica. A mensagem essencial diz que o mundo pode ser um lugar maravilhoso. Depende da maneira de olhar. Vangelis acena a tudo que sim, produzindo os sons celestiais do costume, enquanto vai pensando na encomenda para um próximo filme. É bonito. Agradável de se ouvir. Dispõe bem. Uma das mil e uma maneiras de cantar o céu.
Com Steve Howe a história é outra. Apostado em demonstrar que as suas qualidades de guitarrista de mantêm intactas, após mais de duas décadas fiel aos Yes, dá tudo por tudo num álbum que recupera a energia e a complexidade de arranjos de “Tales from Topographic Oceans” e “Relayer”. Como se tudo começasse de novo, à descoberta do que poderiam ser os Yes, despojados da pureza e da visão do vocalista.

13/09/2008

Vangelis - 1492 - Conquest Of Paradise

Pop Rock

28 OUTUBRO 1992

Vangelis
1492 – Conquest of Paradise
LP/MC/CD East West, distri. Warner Music

Apresentação exemplar: muitas gravuras (a cores) alusivas à descoberta da América e fotografias (a cores) retiradas do filme homónimo de Ridley Scott (com quem o grego volta a trabalhar, depois de “Blade Runner”). Uma tentação que quase leva a dispensar os sons… Vangelis é um dos autores de bandas sonoras mais requisitados do momento. A sua música presta-se a isso: é pomposa, grandiloquente, ocupa bem os espaços, não há buraco que as vagas épicas dos seus sintetizadores não tapem. O tema de “1492” não lhe poderia ser mais propício, de tão épico que é. Colombo, o herói descobridor. O paraíso desbravado à custa da matança dos nativos. Muitas caravelas. Lutas. Bandeiras. Vangelis agarra nos tópicos óbvios e sobre eles constrói uma catedral de sinfonismos electrónicos, enriquecidos de coros majestosos e toques ocasionais de “world music” (flamenco e africanismos sortidos). Não se pode negar a esta música a virtude de ser extremamente agradável de se ouvir. E não é afinal toda a obra do compositor uma demanda incansável de um outro paraíso? O paraíso, dizia David Byrne, “é um lugar onde nunca nada acontece”. Não é bem o caso. As cores são belíssimas. (6)