PÚBLICO QUARTA-FEIRA, 6 NOVEMBRO 1991 >> Pop Rock >> LP’s
WIR
The First Letter
LP/CD, Mute,
distri. Edisom

Perderam a última letra (o título
refere-se à primeira…) pelo caminho, mas não o espírito de aventura que desde
sempre lhes tem permitido manterem-se à margem de qualquer futilidade. Sucessor
do minimalismo maquinal de “The Drill”, o novo álbum consegue de novo esse
milagre de equilíbrio entre a veia experimentalista de Gilbert e Lewis e a
intuição melódica de Newman, num lote de canções que acaba por ser o seu melhor
de sempre. Passado o tom espartano dos primeiros discos, de que resultou o
inesquecível “154”, cada um dos membros dos Wire ensaiou experimentalismos
obscuros nos projetos Dome, He Said (este menos) ou Duet Emmo, que finalmente
serviram para enriquecer a música do grupo original. Testemunho desse
enriquecimento, a nova coletânea de temas, entre a reminiscência dos Kraftwerk
e a obliquidade das melodias, atinge o auge de ambiguidade em “So and slow it
grows” (um potencial “hit” aqui editado em duas versões), que alia o tom
vagamente sinistro das palavras a um balanço irresistível. (8)
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