05/07/2018

Peter Hammill, info please [Mário Z.]



Fernando Magalhães
24.09.2002 150359

Ok, com prazer.

Em termos de som, a coisa está um nadinha melhor do que com os VDGG.

Mesmo assim, no caso da obra-prima e melhor disco a solo do PH (que equiparo, em qualidade, ao "Pawn Hearts"), "In Camera" (1974), a gravação está longe da perfeição. Mas a música dá para impressionar, mesmo assim.

Além do "In Camera", são excepcionais, em registos diferentes:

- Chameleon in the Shadow of the Night (73)
- The Silent Corner and the Empty Stage (74)

(os 2 anteriores a "in Camera", ao quais se poderá juntar a o álbum de estreia, um primor de pureza e idealismo, "Fool's Mate", 71)

- Nadir's Big Chance (o disco "punk", 75)

- Over (um dos maiores discos de baladas de sempre, 77)

- The Future Now (78) + PH7 (79) + A Black Box (80) - a "trilogia" electrónica a "preto e branco".


Os discos dos anos 80 são muito bons, sem dúvida, mas serão talvez demasiado standartizados, estilo "PH vintage", sem grandes surpresas.

Os anos 90 valem a pena por:

- "Out of Water" (90, sempre a crescer nas minhas preferências, estranho)
- Fireships (92)
- Roaring Forties (94)
- Xmy Heart (96)
- Everyone you Hold (97)
- This (98)
- None of the Above (2000)

Há mais, claro...

E tens as 2 versões (de 1991 e 1999) da ópera "The Fall of the House of Usher", inspirada no conto homónimo de Edgar Allan Poe...

saudações hammillianas

FM

PS-Não tenho tempo para notas mais detalhadas sobre cada disco, pelo menos por agora (3 páginas de Rolling Stones p/ escrever p/o Y...)


Fernando Magalhães
24.09.2002 231105

Er...dos anos 90, para fazer distinções,teria que os ouvir de novo - mas são todos bons! :D

Quanto aos restantes álbuns que cito, pertencem todos à linha "Hammill hardcore", para usar o teu termo.
"Chameleon..." e "The Silent Corner..." estão muito na linha dos VDGG, mais progressivos e diversificados, alternando baladas (sobre a infância, a religião, a solidão..) com divagações de space rock e delírios cósmico-existenciais.

"Nadir's..." é rock, à maneira dele, claro! :D

Mas tenho ideia de que serás, para já, sobretudo sensível à tal trilogia formada por The Future Now, PH7 e A Black Box.

Quanto ao "In Camera", recomenda-se não seguir demasiado perto quer a música quer os textos, sob pena de graves danos na sanidade mental. "Tapeworm" é o rock de um deus. "Gog"/"Magog (in bromine chambers)" a BSO do Apocalipse-numa-pessoa-só! Terrível e grandioso.

FM

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