PÚBLICO QUARTA-FEIRA, 27 NOVEMBRO 1991 >> Pop Rock >> LP’s
LP/MC/CD, Polydor, distri. Polygram
As letras são variantes, sem grande
sentido (em matéria de canções carregadas de intenções subjetivas, pode ser uma
virtude), de sagas tipo “The battle of Epping forest”, dos Genesis, alternando
as referências célticas (Fish diz que a Escócia, seu país de origem, lhe serviu
de principal inspiração) de “Shadowplay” e “Internal Exile” (tem a
credibilidade de “Mull of Kintyre” e a subtileza de uma claque de ‘hooligans’)
com a crítica mais ou menos social de “Credo”, “Tongues” e “Dear friend”, e
outras patacoadas sortidas. Também numa linha genesiana ortodoxa, teve a
preocupação de polvilhar os textos de nomes próprios de difícil pronúncia, que
tanto podem significar gentes e lugares mitológicos como a rua do lado:
Dalkeith, Monktonhall, Ravenscraig, Armagh, Genoa, Lothian, Grangemouth…
Escapam duas canções capazes de deixar
marca por mais de três segundos: “Shadowplay”, em que, para além da imitação,
há verdadeira inspiração, e “Favourite stranger”, sombria e brilhante nas
assombrações de um piano elétrico deixado a gotejar. De resto, para Fish, tudo
o que vem á rede é peixe. (4)