PÚBLICO QUARTA-FEIRA, 27 NOVEMBRO 1991 >> Pop Rock >> LP’s
Tom’s Album
LP/CD, A&M, distri. Polygram
“Tom’s” é o nome de um restaurante da
zona alta de Manhattan, onde Suzanne Vega costuma tomar o pequeno-almoço. Uma
série de acontecimentos ocorridos numa manhã chuvosa de 1982 levaram-na a
escrever “Tom’s Diner”, canção incluída em “Solitude Standing”. Mais à frente,
na mesma história, os DNA samplaram-lhe a voz e acrescentaram-lhe uma batida de
discoteca. Da pilhagem resultou uma edição pirata que finalmente acabou por se
tornar um disco oficial e um “hit” de razoáveis proporções. Nasceu da própria
cantora a ideia de recolher e compilar em disco várias dessas versões de “Tom’s
diner”, escutadas através de amigos, emissões radiofónicas, espetáculos em
clubes, etc. Versões descritas por Suzanne Vega como “engraçadas”, “brilhantes”
ou “estranhas”. Escutadas uma a uma, conclui-se que o primeiro adjetivo é o que
melhor se lhes aplica. É engraçado ouvir “Tom’s diner” cantada em alemão por
Peter Behrens e, mais engraçado ainda, em sueco, por Mats Höjer. É engraçada a
versão reggae de Michigan & Smiley. Engraçadíssimas as vozes ao vivo dos
Bingo Hand Job, a imitarem os instrumentos. Apetece dar gargalhadas e bater
palmas com tanto rap, scratch e disco. “Tom’s diner” dá para tudo, até para
tratar de uma “gravidez acidental” (Daddy’s little girl”, Nikki Sudden) ou da
guerra do Golfo (“Waiting at the border”, Beth Watson). Ou para os italianos,
especialistas neste tipo de operações, torpedearem os próprios DNA ao assinarem
n.d.a…. (6)
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